Viagem na China: Beijing e a Cidade Proibida

Viagem na China: Beijing e a Cidade Proibida

Depois da mega introdução sobre a China e do guia completo da culinária chinesa, chegou a hora de me aprofundar em cada um dos lugares por onde passamos. O primeiro deles é a capital do país: Pequim, ou, seu nome oficial, Beijing.

Beijing é um destino fundamental para qualquer um que vá à China, não por ser a metrópole mais bonita – na minha opinião Shanghai ganha nesse quesito, mas por sua história milenar, por suas construções do período imperial e por ser a cidade-base para qualquer passeio até a Grande Muralha.

Beijing foi minha primeira cidade na China e me surpreendeu muito! Estava esperando caos e desorganização, e muita gente para todos os lados, mas, no lugar disso, me deparei com avenidas largas e quadras gigantescas, e lembro de me impressionar com a limpeza e ordem. Pensei comigo mesma: “ué, todo mundo não fala que a China é suja? Cadê a sujeira?”, rs.

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Minha primeira impressão de Beijing, então, foi muito boa!

A cidade é a segunda maior da China, seu centro político e cultural, com mais de 20 milhões de habitantes, e uma das metrópoles mais populosas do mundo!

Beijing, literalmente “capital do norte”, é a última das quatro grandes capitais da China, tendo sido as outras: Nanjing, Luoyang e Xian. Beijing é o centro político da China há 800 anos, tendo fundamental importância na história do país, o que se transmite em seus inúmeros templos, palácios e parques.

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Ao norte do país e mais para o lado leste. Fica a pouco menos de 600km da fronteira com a Mongólia, e a 840km da fronteira com a Coreia do Norte. Até Shanghai são 1200km; até Xian, pouco menos de 1100km; e até Hong Kong são mais de 2000km!! Como você pode perceber, a China é enorme, rs.

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Beijing tem o maior aeroporto da China e o segundo mais movimentado do mundo por número de passageiros, então, conseguir um voo até lá não será problema nenhum!

Como não existe voo direto do Brasil por conta da distância, as conexões mais comuns são pelos Estados Unidos, Europa ou Oriente Médio. Se já estiver na Ásia, recomendo as companhias aéreas low cost, como Air Asia e JetStar.

Para ir do aeroporto até o centro da cidade (distância de mais ou menos 30km), há duas maneiras fáceis e em conta: trem expresso e ônibus do aeroporto. O Airport Express Train custa CNY 25 e leva cerca de meia hora até o centro. Ele para nas estações centrais Dongzhimen e Sanyuanqiao.

O Airport Shuttle Bus possui 18 linhas, que vão a lugares diferentes em Beijing e até para cidades metropolitanas, e os preços variam de acordo com a distância percorrida. Até a estação central de trem, por exemplo, custa CNY 24. Diferente do trem, que é direto, o ônibus faz várias paradas, inclusive em hotéis, portanto fique atento se seu hotel não faz parte da rota dos ônibus do aeroporto! Sugiro este site aqui para conferir o trajeto de cada linha.

Para informações sobre o visto, confira meu post introdutório sobre a China!

Nós chegamos a Beijing vindo de Ulaanbaatar, na viagem de trem mais longa da minha vida: quase 30h! Beijing foi a última cidade da rota do Transmongoliano, que havia começado para nós em Moscou no dia 5 de dezembro de 2014 e terminado quase um mês depois, em 2 de janeiro de 2015.

O trem entre a Mongólia e a China foi o primeiro “diferente” da rota inteira. Todos os outros eram russos e da mesma companhia, iguaizinhos por dentro, com mesmo tipos de cabines e tudo mais. Agora esse, apesar de as cabines serem parecidas, tinha decoração asiática, cama dura e travesseiro fininho, rs. Assim que sentei no colchão duro, já senti saudade da cama macia e do travesseiro gordinho dos trens russos, hahaha.

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A nossa sorte nessa rota, contudo, foi que viajamos sozinhos em uma cabine para 4 pessoas! Depois de pegar todos os trens lotados na Rússia, ter uma cabine só para nós dois (e pagando o preço mais baixo) foi como ganhar na loteria!

A viagem tinha começado às 7:30 da manhã do dia primeiro de janeiro. Isso mesmo: Ano Novo! Naquela noite, tínhamos ido ver os fogos de artifício na praça principal de Ulaanbaatar à meia-noite, ficamos uns dez minutos e logo voltamos para o hostel para dormir (as mochilas já estavam feitas). Acordamos às 5:30, nos arrumamos e fomos caminhando até a estação de trem.

A viagem começou no horário, e nós fomos mais que preparados para o longo trajeto: tínhamos baixado filmes e seriados, e comprado várias guloseimas, “almoço” e “janta” para aquele dia, e café da manhã para o dia seguinte no trem. Coloco “almoço” e “janta” entre aspas porque consistia em Cup Noodles e outras comidas “prontas” nada saudáveis, mas que serviam como quebra-galho nas viagens de trem. Todos os trens que pegamos tinham vagão-restaurante, mas a comida era sempre cara e péssima! O jeito então era macarrão instantâneo. Os trens, inclusive, têm um caldeirão de água fervente em quase todos os vagões, justamente para esse propósito. E as “comissárias de bordo” do trem também vendiam Cup Noodles e afins para quem não tivesse comprado antes.

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Passamos a viagem de trem inteira comendo e assistindo seriados. Às 19:30, exatamente 12h depois, o trem chegou na fronteira e ficou parado um bom tempo, pois os trilhos da Mongólia têm largura diferente dos da China, e daí há todo um processo de trocar a parte de baixo de cada vagão para se adequar aos trilhos do país – e, enquanto isso, os passageiros continuam no trem. Quem quisesse podia desembarcar, mas nós ficamos na nossa cabine mesmo.

A imigração foi tranquila, não precisamos sair do trem. Vieram pegar nossos passaportes e os formulários que tínhamos preenchido, deram uma olhada rápida em quantas malas a gente tinha e depois só voltaram para entregar os passaportes carimbados. O processo inteiro, desde que paramos na fronteira para esperar a troca de trilhos até sairmos da imigração chinesa, levou 5 horas!

Chegamos em Beijing na manhã seguinte, às 11:30, e, por sorte, o hotel que haviam reservado para nós (lembra que eu contei no post introdutório sobre a China que uma agência em Ulaanbaatar nos fez pagar por 3 diárias em um hotel em Beijing para que nos providenciassem a invitation letter?) era muito perto da estação de trem e, em menos de 10 minutos andando, estávamos lá!

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Estação de trem de Beijing

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O transporte dentro de Beijing é muito eficiente, tendo uma das mais extensas linhas de metrô do mundo! É seguro dizer, então, que você não terá problema nenhum em se locomover dentro e fora da cidade, sem falar que tanto o metrô como os ônibus são opções muito baratas.

O metrô de Beijing atualmente conta com 18 linhas e 334 estações, e ainda está em processo de expansão! Até 2020, é esperado que 95% dos moradores da cidade tenham acesso a uma estação de metrô a menos de 15 minutos a pé de suas casas. Doido isso, não?

Aqui está o mapa do metrô; para vê-lo ampliado, clique aqui.

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Tirado do site: travelchinaguide.com

Beijing também é uma ótima cidade para caminhar e andar de bicicleta, pois é bastante plana e suas ruas são largas e possuem faixas para ciclistas.

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Beijing é uma cidade grande e seu transporte público é muito eficiente; por isso, não há uma área certa ou errada para se hospedar. Há várias regiões ótimas para os visitantes e de facílimo acesso às atrações turísticas. Algumas delas são:

Wangfujing é uma avenida enorme pertíssimo da Cidade Proibida, com várias opções de lojas e restaurantes e, além de tudo isso, fica lá a feirinha de comida mais famosa de Beijing – onde se pode encontrar espetinhos de escorpião e demais bizarrices. Essa feirinha também é boa para comprar souvenirs e experimentar comidas tradicionais chinesas (não os infames espetinhos, pois esses são apenas ‘pega-turista’).

Beijing, China (1)

Beijing, China (2)
Espetinho de uva com caramelo

Nanluoguxiang é uma região mais tranquila, com ruazinhas antigas e charmosas, mas ainda com muitas opções de restaurantes e barzinhos; Qianmen, na praça Tiananmen (a mais famosa de Beijing), é a área mais central da cidade, entre a Cidade Proibida e o Templo do Céu; e outras boas regiões para se hospedar são: XidanYonghegong (próxima ao templo budista Yonghe Lamasery), SanlitunDongzhimen.

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Nanluoguxiang. Foto: chinatourguide.com
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Qianmen. Foto: beijingrelocation.com
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Sanlitun. Foto: beijingrelocation.com
Mapa com os lugares citados
Mapa com os lugares citados

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Beijing possui nada mais nada menos que sete patrimônios mundiais pela Unesco, entre eles a Grande Muralha da China (tema do próximo post), a Cidade Proibida, o Templo do Céu e outros que vou descrever a seguir.

1. A Cidade Proibida (Forbidden City) ou Palácio Museu (Palace Museum) foi o palácio imperial por quase 500 anos, de 1420 a 1912, onde viveram ao todo 24 imperadores, desde a dinastia Ming até o fim da dinastia Qing. O complexo conta com mais de 90 palácios, 980 edifícios e 9000 quartos! Com cerca de 720.000 metros quadrados, a Cidade Proibida é o maior complexo imperial antigo do mundo e está entre os cinco palácios mais importantes da história, juntamente do Palácio de Versalhes (Paris), o Palácio de Buckingham (Londres), a Casa Branca (Washington) e o Kremlin (Moscou).

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O portão norte da Cidade Proibida

Seu nome é bastante literal: o complexo (ou a ‘cidade’) era proibido a qualquer um que quisesse entrar/sair sem a autorização do imperador – quem desobedecesse estaria sujeito à execução!

Hoje em dia, a Cidade Proibida funciona apenas como museu, e sua visitação é aberta ao público nos seguintes dias:

  • É fechada nas segundas-feiras, com exceção de feriados nacionais e no meses de férias de verão (julho e agosto).
  • De abril a outubro, fica aberta das 8:30 às 17h, sendo que a bilheteria fecha às 16h e o portão de entrada fecha às 16:10h. O ingresso custa CNY 60.
  • De novembro a março, fica aberta das 8:30 às 16h, sendo que bilheteria fecha uma hora antes. O ingresso na baixa temporada custa CNY 40.

Cidade Proibida - Beijing, China (2)

Além do ingresso para entrar na Cidade Proibida, há mais dois opcionais: Treasure Gallery, que custa CNY 10, e Clock and Watch Gallery, de mesmo valor.

A entrada é apenas pelo Meridian Gate (Portão Meridional) ao sul, e a saída pelos portões norte e leste, Gate of Divine Prowess e East Prosperity Gate, respectivamente.

Portão Meridional
Portão Meridional

Por conta da grande quantidade que recebe todos os dias, evite visitar a Cidade Proibida no horário de pico: entre 10 da manhã e 1 da tarde. Também fuja dos feriados! Lembre-se sempre: a China é o país mais populoso do mundo, imagine todo esse povo de férias/folga ao mesmo tempo?!? Além disso, os chineses fazem muito turismo no próprio país, portanto evite o máximo possível a época de férias e os maiores feriados!

Nós fomos em janeiro e, mesmo sendo um sábado, estava bem tranquilo!
Nós fomos em janeiro e, mesmo sendo um sábado, estava bem tranquilo!

Outro detalhe importante: vá preparado para caminhar muuuuuito! O complexo é gigantesco e tem coisa demais para ver! No começo você fica maravilhado, quer explorar cada cantinho, mas no final… minha impressão era de que o portão norte não chegava nunca, hahaha. É lindo demais, mas cansa muito! Só para se ter uma ideia do tamanho da coisa, veja esse mapa:

Foto: travelchinaguide.com
Foto: travelchinaguide.com

Como você pode ver no mapa, a Cidade Proibida é cercada por muralhas e fossos. As muralhas medem 8 metros de altura, e os fossos têm 50 metros de largura e 6 metros de profundidade.

Cidade Proibida - Beijing, China (4)

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Fosso na saída leste da Cidade Proibida

O portão grande ao sul é o Meridian Gate, onde fica a bilheteria e entrada. Esse portão era de uso exclusivo dos imperadores. Os militares deveriam usar o portão do lado oeste, os civis do lado leste, e os empregados somente eram autorizados a utilizar o portão do norte.

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Bilheteria e entrada à Cidade Proibida pelo Portão Meridional

Ao passar pelo Portão Meridional, chega-se a um enorme pátio, que é cortado pelo Rio da Água Dourada. Para atravessar esse rio há cinco pontes de mármore, que dão acesso ao Portão da Suprema Harmonia.

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Após passar pelo Portão da Suprema Harmonia, chega-se à Galeria (ou Hall) da Suprema Harmonia, o maior e mais importante edifício da Cidade Proibida. Ela era utilizada para a realização de cerimônias como o aniversário do imperador, a nomeação de líderes militares, além de coroações e casamentos.

Forbidden City - Beijing, China (11)

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Depois do Hall da Suprema Harmonia (Hall of Supreme Harmony) ainda há mais um pátio e mais outros dois halls (as traduções para hall variam entre ‘salão’ e ‘galeria’): Hall of Middle Harmony e Hall of Preserving Harmony.

Mas a Cidade Proibida não acaba aí (sugiro olhar o mapa novamente)! Há mais edifícios atrás dos três pátios principais, sem falar nas partes laterais e nos jardins! É construção que não acaba mais, rs.

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Cidade Proibida - Beijing, China (3)

Chegamos na parte norte, finalmente!
Chegamos na parte norte, finalmente!

A Cidade Proibida fica bem no centro da cidade de Beijing, facilmente reconhecida em qualquer mapa por conta de seu tamanho e formato retangular. Para explorá-la você vai precisar de pelo menos umas 3 horas. Há a possibilidade de contratar um guia na entrada (Portão Meridional), ou a opção mais fácil é o áudio-guia, que custa CNY 40 e está disponível em mais de 40 idiomas.

Para chegar até a Cidade Proibida é muito simples, havendo inúmeros ônibus e linhas de metrô que passam por lá. De metrô, deve-se descer nas estações Tiananmen East Station (Exit A) ou Tiananmen West Station (Exit B) pela linha 1; ou Qianmen Station (Exit A) pela linha 2.

Nós chegamos até lá caminhando e não sei como as coisas estão agora, mas em 2015 tivemos que passar duas vezes por detectores de metais antes de entrar na praça Tiananmen (que dá acesso à Cidade Proibida). Não implicaram com nada que estávamos carregando, mas achei meio estranho…

Fila para passar no detector de metal
Fila para passar no detector de metal

Falando na praça Tiananmen, ela é outra atração da cidade:

2. Também conhecida como a Praça da Paz Celestial, a Tiananmen Square possui 440.500 m2, estando na lista das 10 maiores praças do mundo. Lá estão o Monumento aos Heróis do Povo; o Grande Salão do Povo (Great Hall of the People), um prédio do governo onde são realizadas atividades e cerimônias do Partido Comunista; o Museu Nacional da China; o Mausoléu de Mao Tsé-Tung, onde seu corpo está embalsamado (assim como foi feito com Ho Chi Minh em Hanoi e Lenin em Moscou – os mausoléus, inclusive, seguem o mesmo ‘estilo’); o Portão Zhengyang; e o Portão da Paz Celestial (Tiananmen), que separa a praça e a Cidade Proibida.

Portão da Paz Celestial
Portão da Paz Celestial

A importância histórica da praça é que foi proclamada ali a República Popular da China pelo líder comunista Mao Tsé-Tung, no ano de 1949. O contraste entre a praça e a Cidade Proibida é gritante: prédios de estilo soviético vs. o charme da arquitetura imperial chinesa.

A praça é aberta ao público (embora termos que passar por detectores de metais), e todos dias a bandeira da China é hasteada no nascer do sol e recolhida ao pôr do sol. Confira os horários aqui.

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O Monumento aos Heróis do Povo
National Museum of China. Foto: beijingholiday.com
National Museum of China. Foto: beijingholiday.com
Great Hall of People, ou Grande Salão do Povo. Foto: openbuildings.com
Great Hall of People, ou Grande Salão do Povo. Foto: openbuildings.com
Mausoleum of Mao Zedong, ou Mausoléu de Mao Tsé-Tung. Foto: wikimedia
Mausoleum of Mao Zedong, ou Mausoléu de Mao Tsé-Tung. Foto: wikimedia
Zhengyangmen, ou Portão Zhengyang
Zhengyangmen, ou Portão Zhengyang

3. O Templo do Céu – em inglês Temple of Heaven, e em chinês Tiantan – na verdade não é apenas um templo, e sim um complexo com construções taoístas, sendo a maior e mais famosa delas o Hall of Prayer for Good Harvests (Salão de Reza/Oração para Boas Colheitas – cada nome, não?).

Esse salão tem 36 metros de diâmetro, 38m de altura, e está sobre três níveis de pedras de mármore. Foi construído no século 15, mas um incêndio o destruiu em 1889. Sua reconstrução só começou anos depois e manteve o estilo original.

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Tinha até ensaio de casamento rolando!

O parque onde estão os templos tem cerca de 2.7 km² e fica ao sul da região central de Beijing, a menos de 4km da praça Tiananmen.

Nós fomos lá num domingo de manhã e acabou sendo o dia e horário perfeito: vimos de perto o quanto os chineses dão de 10 a 0 em nós quando o assunto é atividade física:

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O parque estava cheio de gente (principalmente da ‘terceira idade’) se alongando, dançando, fazendo tai chi e jogando peteca.

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Adorei as roupinhas, rs
Jogo de peteca
Jogo de peteca

A mulher de jaqueta rosa na foto a seguir chamou o Evandro para jogar peteca e nem preciso dizer que ele passou vergonha né, hahaha. Ele não acertava uma, enquanto que a mulher (e todos os outros chineses) eram profissionais no negócio! Dava pra ver que ela já estava perdendo a paciência, hahaha, mas ela tinha segundas intenções, é claro. Ela era ‘vendedora de peteca’, e no fim tivemos que comprar uma por 5 yuan (uns 2,20 reais) para não ficar chato, rs.

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O Tiantan Park (Parque do Templo do Céu), então, é o destino perfeito para fugir dos prédios e do ar poluído de Beijing. Nós passamos a manhã inteira lá, caminhando tranquilamente pelos templos e assistindo a população local fazer seus exercícios e atividades.

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Mapa do parque. Foto: travelchinaguide.com
Mapa do parque. Foto: travelchinaguide.com

Para chegar de metrô, pegue a linha 5, desça na estação Tiantan Dongmen e saia pela Exit A.

Os valores do ingresso dependem da temporada e do que se quer visitar dentro do parque: de novembro a março os preços variam de 10 a 30 CNY, e de abril a outubro, de 15 a 35 CNY.

4. A avenida Wangfujing e a região em volta dela são ótimas para passear a pé, fazer compras e ir na famosa feirinha de comida e souvenir, a Wangfujing Snack Street – nome mais óbvio impossível, rs.

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5. Os parques Jingshan ParkBeihai Park ficam logo atrás da Cidade Proibida, ou seja, próximos da saída norte.

É no Jingshan Park que se tem a visão de cima e central da Forbidden City:

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Fica aberto todos os dias das 6:30h às 21h e seu ingresso custa CNY 10.

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Já o Beihai Park é na verdade um jardim da época imperial, onde estão inúmeros templos e palácios importantes para a história de Beijing, como a Pagoda Branca, construída para homenagear o quinto Dalai Lama, que visitou a cidade em 1651.

Fica aberto todos os dias das 6h às 21h e seu ingresso custa CNY 10 na alta temporada e CNY 5 na baixa.

Foto: beijingholiday.com
Foto: beijingholiday.com

6. O Palácio de Verão, ou Summer Palace, é um parque com muitos lagos, jardins e palácios, e também faz parte da lista de patrimônios da humanidade pela Unesco. Fica a mais ou menos 15km do centro da cidade, mas o acesso até lá é simples: de metrô, é possível pegar a linha 4 e descer na estação Beigongmen (saída D) ou na Xiyuan (saída C2). A linha 16 também para na estação Xiyuan. O ingresso apenas para entrar (sem outras atrações) custa CNY 20 na baixa temporada e CNY 30 na alta.

Foto: wikimedia
Foto: wikimedia

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Beijing tem as quatro estações bem definidas, e as melhores são as mais amenas: primavera e outono. O verão é bastante quente (as temperaturas chegam aos 37°C) e o inverno é bastante frio (as temperaturas mais baixas podem chegar aos 15 graus negativos). Nós estivemos lá no começo de janeiro e o tempo estava ensolarado e na faixa de 0 a 5°C. Os melhores meses, então, são setembro e outubro, e maio e junho.

Friozinho em Beijing
Friozinho em Beijing

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Pelo menos 4 dias! Um dia inteiro será para a Muralha; outro dia para a Cidade Proibida, a praça Tiananmen e os parques Jingshan e Beihai; outro dia para Tiantan e o Summer Palace; e mais um dia para explorar a cidade em si.

Cidade Proibida - Beijing, China (1)

Espero que tenha gostado das informações e dicas, e que elas tenham sido úteis! Aproveite para ler sobre a Grande Muralha da China, Suzhou, Shanghai, Xian, Hangzhou, a introdução sobre o país e o guia completo da culinária chinesa! E qualquer dúvida, deixe seu comentário!

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