Phnom Penh: a capital do Camboja

Phnom Penh: a capital do Camboja

Primeiramente, que nome mais difícil dessa cidade! Até hoje não sei se eu estou pronunciando certo ou errado, rs. Prestando atenção em como as outras pessoas (locais e ‘gringos’) pronunciavam, cheguei à conclusão que se deve ignorar o “ph” da primeira palavra e o “h” da segunda, ficando algo como “Nom Pen”.

Em alguns sites, eu havia lido que o “ph” em “Phnom” se pronunciava como um “f”, e então a palavra seria dita “fnom”. Porém, na prática, eu percebi que todo mundo, inclusive os locais, omitia esse primeiro som e ficava apenas com o “Nom”. Agora, como se pronuncia em khmer não faço ideia! Provavelmente os locais dizem “Nom Pen” para facilitar a vida dos turistas, mas aposto que na língua deles é muito mais difícil que isso! Rs

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Dando início à nossa introdução, Phnom Penh é a capital do Camboja, além de ser a maior cidade, a mais populosa, o centro financeiro, econômico e político do país. Apenas não é a cidade mais turística, pois nesse quesito ela perde para Siem Reap.

A cidade foi fundada em 1434, mas só virou capital durante a colonização da França, em 1865. Nos anos 1920 recebeu o apelido de “Pérola da Ásia”, sendo considerada uma das cidades mais bonitas da parte francesa da Indochina. Dessa época até os anos 90, Phnom Penh foi cenário de conflitos, guerras, bombardeios e execuções – como expliquei no post introdutório sobre o Camboja. Por isso, apesar de muitos edifícios da época colonial francesa, templos e palácios terem sobrevivido aos ataques do século passado, a cidade perdeu muito de sua beleza e riqueza.

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Hoje em dia, Phnom Penh é um destino popular entre os visitantes por sua localização ser estratégica (entre Ho Chi Minh e Siem Reap) e pela arquitetura de seus edifícios e templos.

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A 230km de Ho Chi Minh (Vietnã), 320km de Siem Reap, e 660km de Bangkok.

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Phnom Penh possui um aeroporto internacional, que fica a 7km do centro da cidade. Para ir do aeroporto ao centro, a corrida de táxi custa entre 9 e 12 dólares; a de tuk tuk custa por volta de 7 dólares (é preciso negociar!); e a opção mais barata, que custa menos de 1 dólar, é pegar ônibus locais (Phnom Penh City Bus) no próprio aeroporto. De lá até o Central Market são 17 paradas, e até o Riverside, 20 paradas.

Se você chegar de ônibus, há várias paradas na cidade, sendo a mais famosa a que fica junto ao Central Market. Contudo, dependendo da empresa, pode ser que o motorista pare em outro lugar da cidade. É preciso ficar atento a isso e sempre se certificar onde será a parada final.

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Central Market Station, de onde pegamos o ônibus para Siem Reap

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Táxis, tuk tuks e City Bus. Os ônibus da cidade seguem 3 linhas, que cobrem boa parte dela, incluindo os pontos turísticos mais famosos e o aeroporto.

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Nos tuk tuks, lembre-se sempre de negociar o valor antes

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A melhor região para se hospedar é perto do Riverside, onde há inúmeros restaurantes, bares e hotéis, além de ser próximo de várias atrações, como o Palácio Real, o Museu Nacional e o Mercado Central (tudo rimou!). Nós ficamos numa guesthouse mais afastada do centro e tivemos que caminhar muito e pegar muitos tuk tuks para chegar aos pontos turísticos, por isso recomendo ficar o mais perto possível da região central da cidade.

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1. O Palácio Real (Royal Palace) é um complexo de edifícios construído no século 19 para abrigar a família real do país, e, até hoje, é a sede da monarquia. Dentro do complexo há templos, palácios e pagodas, e a maioria deles estão abertos à visitação. O ingresso custa US$6.5, e fica aberto todos os dias das 8 às 11h, e das 14h às 17h. Os visitantes precisam estar cobrindo braços e joelhos; se não estiverem, há roupas para alugar na entrada do palácio.

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2. O Museu Nacional (National Museum of Cambodia) reúne uma vasta coleção de esculturas khmer, além de cerâmicas e artefatos da época do Império Khmer, desde o período pré-histórico até seu declínio. O museu está localizado logo em frente ao Palácio Real e é facilmente reconhecido pela cor vermelho-ocre de seus telhados. Não é permitido tirar fotos dentro do museu, apenas de sua parte externa e jardins, que já são uma atração por si só. O ingresso custa US$5 e o museu abre todos os dias das 8h às 17h.

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3. Wat Ounalom é um complexo de templos budistas fundado em 1443, onde vive grande parte dos monges de Phnom Penh. Fica aberto todos os dias das 6 da manhã às 6 da tarde, e a entrada é gratuita.

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4. O Monumento da Independência foi construído em 1958, cinco anos após o país conquistar independência da França. Além da independência, o monumento também homenageia as vítimas de guerra. Logo atrás dele está a estátua do antigo rei e primeiro-ministro Norodom Sihanouk, considerado herói nacional, que faleceu em 2012.

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5. O Wat Phnom é o maior e mais importante templo da cidade, onde as pessoas vão rezar e pedir sorte e sucesso nos estudos e negócios. Está localizado na única parte alta de Phnom Penh e para chegar até o topo é preciso subir uma escadaria. A entrada ao templo custa 1 dólar, e ele fica aberto todos os dias das 7h às 18:30.

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6. O Mercado Central, cujo nome original é Psar Thmey, é o lugar perfeito para fugir do sol e perambular por seus inúmeros corredores. Lá dentro vende-se de tudo: desde joias, roupas, eletrônicos e souvenirs a verduras, legumes e frutos do mar, rs. Ele fica aberto todos os dias das 7 da manhã às 5 da tarde. Foi construído em 1937, durante a colonização francesa, e seu design chama muito a atenção – visto de cima ele tem o formato de X:

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Foto: Cambodia Tourism

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7. RiversideRiverfront, ou ainda Sisowath Quay é a “orla” do rio Tonle Sap, onde estão muitos restaurantes, bares, cafés, lojas, hotéis e galerias, sendo um ótimo lugar para se hospedar.

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Rio Tonle Sap e o rio Mekong do outro lado

Um dado interessantíssimo: o rio Mekong, que aparece na foto acima, é um dos rios mais longos do mundo! Ele nasce no planalto do Tibete (China) e percorre quase 5 mil quilômetros, atravessando seis países ao todo, entre eles o Camboja, e desembocando no litoral sul do Vietnã.

8. Killing Fields, ou Campos de Extermínio em português, é o nome dado aos campos onde as pessoas foram executadas e enterradas durante as chacinas que aconteceram na década de 70 no país. (Para ler mais sobre esse assunto, recomendo o meu post introdutório sobre o Camboja.) Os Killing Fields, que também são conhecidos pelo nome da vila onde se encontram, Choeung Ekficam a 15km do centro de Phnom Penh e a maneira mais fácil de chegar até lá é de tuk tuk. Nós não fomos, mas enquanto caminhávamos pelas ruas da cidade, a atração que os motoristas de tuk tuk mais nos ofereciam era os Killing Fields, então acredito ser muito fácil visitá-lo.

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9. Para quem tiver interesse, a mais ou menos 4km do Riverfront também há um museu relacionado à época do Khmer Vermelho. Trata-se de um antiga escola que foi transformada em prisão durante o regime, onde aconteciam torturas e execuções. Esse museu chama-se Tuol Sleng e fica aberto todos os dias das 7h às 17:30. Seu ingresso custa 2 dólares.

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Mapa com as atrações de Phnom Penh
Mapa com as atrações de Phnom Penh

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Acredito que uma noite/dois dias seja suficiente para conhecer todas as atrações de Phnom Penh com tranquilidade, afinal, a cidade não é muito grande e os tuk tuks ajudam (e muito) a se locomover de um lugar a outro facilmente, gastando pouco e economizando bastante tempo.

Phnom Penh, Camboja

Espero que tenha gostado das informações e dicas, e que elas tenham sido úteis! E qualquer dúvida, deixe seu comentário!
Aproveite para ler também sobre Siem Reap e a introdução e dicas gerais do Camboja!

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