Japão: introdução e dicas de viagem

Japão: introdução e dicas de viagem

O Japão sempre esteve no topo da lista de países que eu quero conhecer, mas sempre foi ficando de lado por ser muito longe e caro ir até lá saindo do Brasil. Então, quando viemos morar na Malásia, sabia que seria muito mais fácil ir para o Japão e que nós não poderíamos perder essa oportunidade.

Além de ser uma das maiores potências econômicas atualmente, pertencendo inclusive ao G7, e uma referência em educação e tecnologia, o Japão possui um alto índice de desenvolvimento humano (IDH) e a maior expectativa de vida do mundo! É um país rico, desenvolvido, limpíssimo, seguro, lindo, cheio de história, uma cultura fascinante, culinária deliciosa, natureza deslumbrante, povo simpático e cortês… enfim, motivos não faltam para visitar o Japão! E não tem como não se apaixonar por ele!

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Confira aqui alguns dados rápidos sobre o Japão e dicas gerais de viagem!

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No Oceano Pacífico, a leste da China, Rússia e Coreias. Seu território compreende quase 7000 ilhas (!!!), sendo as maiores Honshu (a maior de todas, onde fica Tóquio e as demais principais cidades), Hokkaido (ao norte, onde fica Sapporo), Kyushu (a mais ao sul) e Shikoku (aquela logo ao lado de Osaka).

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Com uma área de aproximadamente 378.000 km² e 127,3 milhões de habitantes, o Japão é um dos países mais densamente povoados do mundo: 337 hab./km² (o Brasil tem 23)! A quantidade de gente é realmente impressionante; Osaka e Tóquio foram as cidades onde eu vi as maiores aglomerações de pessoas na minha vida! Parece exagero, mas não é! Rs

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O Japão é uma ilha, então só há duas maneiras: de barco – vindo da China, Rússia ou Coreia do Sul – ou de avião. Os maiores aeroportos internacionais são os de Tóquio (Narita e Haneda), o de Osaka (Kansai) e o de Nagoya (Central Japan Airport).

Nós voamos pela Air Asia: na ida, de Kuala Lumpur a Osaka, e na volta, de Tóquio (Haneda) a Kuala Lumpur. Cada passagem ida e volta custou por volta de US$230, sem despacho de bagagem, e os voos têm duração de 7 horas. Como a Air Asia é uma companhia aérea low-cost, bagagem, escolha de assento, comidas e bebidas dentro do avião são pagos à parte, e nós, mãos de vaca que somos, apenas pagamos para escolher nossos assentos (os preços começam em mais ou menos US$1.50, ou seja, bem baratinho), levamos apenas bagagem de mão e fizemos as refeições no aeroporto para não precisar comer no avião, rs. A Air Asia, portanto, é uma ótima opção para quem quer economizar quando viaja!

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Mais de 95% é japonesa, e entre os imigrantes, os principais grupos étnicos são coreanos, chineses, filipinos e brasileiros, sendo que a maioria dos brasileiros que vive no Japão é descendente de japoneses.

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51.82% da população se considera xintoísta (religião japonesa) ou sem religião; 34,9%, budista; 4% segue outras religiões derivadas do xintoísmo; e 2,3% é cristã. Muitos japoneses se consideram tanto xintoístas como budistas, pois, para eles, essas duas religiões coexistem pacificamente.

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A única língua oficial é o japonês, e os alfabetos utilizados são o kanji (caracteres chineses), o hiragana e o katakana, além do alfabeto romano e dos numerais arábicos.

A única coisa que me surpreendeu negativamente no Japão foi que a maioria das pessoas lá não fala inglês! Como estou morando na Malásia e aqui todo mundo sabe pelo menos falar o básico do básico em inglês, eu tinha imaginado que no Japão, por ser um país muito mais rico e desenvolvido que a Malásia, as pessoas fossem fluentes em inglês, mas não!

Apesar disso, não foi difícil se virar por lá como turista, pois o povo japonês é muito educado e solícito, e as pessoas tentavam nos ajudar como podiam, seja por mímica ou tentando arranhar algumas palavras em inglês, ou falando japonês beeeem devagarziiiiiinho pra ver se a gente entendia – não, não ajudava nada falar devagar, mas o que vale é a intenção.

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De qualquer forma, minha sugestão é aprender algumas frases básicas e de educação, como arigato-gozaimas (obrigado), konichiwa (oi), sumimasen (com licença) etc.; isso vai fazer bastante diferença na sua viagem, afinal, qualquer povo gosta quando visitantes de outros países se esforçam para falar nem que seja ou pouquinho da língua deles. Além disso, o japonês é um idioma fácil de pronunciar, como se escreve é como se lê.

O desafio mesmo é o alfabeto deles, ou melhor, os três alfabetos que eles utilizam! Em alguns lugares, para comprar passagens de trem/metrô nas máquinas, não havia opção em inglês, só naquele monte de caracteres que não fazem sentido nenhum (pra mim pelo menos; quem sabe ler se dá bem!). Mas nesses casos, é só pedir ajuda para algum dos atendentes; ou, se você já souber o valor da passagem, é só colocar o dinheiro e escolher o valor que a máquina imprime seu ticket!

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As estações são bem definidas; o verão é quente e chuvoso, o inverno é frio e seco, e a primavera e o outono têm temperaturas amenas. Cada estação tem sua beleza e charme, mas a mais “requisitada” é a primavera (de março a maio principalmente), pois é quando as cerejeiras florescem.

Nós fomos no comecinho de novembro, portanto no outono, e pegamos a maioria dos dias ensolarados, alguns nublados e um de chuva, e a temperatura estava entre 10 e 20°C.

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A moeda é o Yen (JPY), cujos símbolos podem ser ¥ ou 円, e para fazer uma conversão rápida é só tirar duas casas decimais para ter o valor em dólares, ou seja: 1000¥ = +- US$10. O Yen, portanto, não tem centavos. A menor moeda é a de 1¥ (equivalente a mais ou menos US$0.10), em seguida vem as de 5¥, 10¥, 50¥, 100¥ e 500¥. A menor nota é a de 1000¥, depois 2000¥, 5000¥ e 10000¥, então, a maior nota tem um valor aproximado de US$100.

Para sacar com cartões internacionais, as opções são um pouco limitadas. Os ATMs que aceitam cartões estrangeiros são os de lojas de conveniência, especialmente a 7-Eleven.

Quanto custa viajar: o Japão é um país caro, mas acho que isso não é nenhuma novidade. Para se ter uma ideia: 1 garrafa pequena de água = 100¥ (3 reais); um sorvete simples de casquinha = de 200 a 300¥ (por volta de 7 reais); uma passagem de metrô (preço médio) = 210¥ (6 reais); uma refeição muito barata = de 350 a 700¥ (10 a 20 reais); refeição normal = de 700 a 1500¥ (20 a 45 reais); refeição melhorzinha = 1500 a 5000¥ (45 a 145 reais); combo mais barato do McDonald’s = 700¥ (20 reais); quarto em hotel = a partir de 7000¥ (200 reais); quarto em hotel 5 estrelas = a partir de 21000¥ (600 reais); passe de trem = 7 dias custa 29000¥ (830 reais) e 14 dias custa 46000¥ (1300 reais).

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Nós pegamos trens normais, trem-bala (o famoso Shinkansen) e ônibus. Todas essas opções foram práticas e confortáveis, e vou falar um falar mais sobre o transporte no Japão em outra postagem.

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Roteiro que fizemos: Osaka – Nara (trem); Nara – Kyoto (trem); Kyoto – Tóquio (trem-bala); Tóquio – Kawaguchiko/Monte Fuji (ônibus); Monte Fuji – Tóquio (ônibus).

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Outras opções de roteiro: além dessas cidades que nós visitamos, outras que eu gostaria de ter ido, mas não tivemos tempo suficiente, são: Hakone, conhecida por suas águas termais e sua vista para o Monte Fuji;

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Himeji, onde está o famoso Castelo de Himeji;

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Shirakawago, uma vila super charmosa que é inclusive patrimônio da Unesco;

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Kamakura, onde há uma estátua enorme de Buda;

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Recomendo muito o site Japan Guide; usei esse site pra tudo, desde para montar o roteiro até informações sobre transportes/hospedagem. Ele inclusive dá sugestões de itinerários de acordo com a região que você quer conhecer e quantos dias você vai ficar lá.

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Apesar de o Japão não ser um país muito grande, você dificilmente terá tempo de ver tudo o que você quer em uma viagem só. O Japão é um país para voltar muitas vezes, sem dúvida! Nós ficamos 12 dias e foi de bom tamanho; conseguimos ver tudo que tínhamos planejado. Então, eu diria que depende do tamanho do roteiro e quantidade de cidades a visitar, mas acredito que deve-se ficar lá no mínimo 1 semana para pelo menos valer a passagem de avião e o valor do visto.

Para mais dicas e informações, não deixe de conferir os posts sobre Osaka, Nara, Kyoto, Tóquio e o Monte Fuji!

Espero que tenha gostado e que este post tenha sido útil! Qualquer dúvida, deixe seu comentário!

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