Dicas de viagem no Japão: Kyoto

Dicas de viagem no Japão: Kyoto

Se você está planejando uma viagem ao Japão, Kyoto tem que estar no seu roteiro! E mais: procure deixar Kyoto por último, pois depois de visitá-la vai ser difícil achar um lugar à sua altura! Nós fomos para Tóquio depois de Kyoto e fiquei bastante frustrada com Tóquio, muito provavelmente porque ela perdeu a graça depois de Kyoto. Claro que uma cidade não tem nada a ver com a outra! Tóquio é modernidade e Kyoto é história, e eu sempre, sempre, sempre prefiro lugares históricos aos modernos! Enfim, é uma questão de gosto! Se você for como eu que gosta de arquitetura tradicional, de templos e jardins, Kyoto é o lugar perfeito! Minhas expectativas eram altíssimas e eu não me decepcionei, muito pelo contrário! Kyoto me surpreendeu muito! Para mim, é o destino mais imperdível do Japão!

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Distrito de Higashiyama

Kyoto foi a capital japonesa de 794 a 1868 e é a única grande cidade do país que ainda possui edifícios construídos anteriormente à Segunda Guerra Mundial. Devido à grande quantidade de templos e santuários na cidade e sua consequente importância histórica, Kyoto foi poupada de bombardeios durante a guerra e, graças a isso, mantém até hoje suas construções centenárias e algumas, inclusive, milenares.

É em Kyoto que estão o templo Inari, a floresta de bambus, Gion – o bairro das gueixas -, templos como Kiyomizu-dera e o Kinkakuji, além de muitos outros. É lá também onde muitas pessoas alugam kimonos pelo dia para passear nas atrações vestidos a caráter (na verdade, vimos kimonos para alugar em todas as cidades, mas em Kyoto tinha mais opções). Kyoto é uma experiência única e a mais autenticamente japonesa que se pode ter!

Templo Inari
Inari Shrine

Além dos templos e construções antigas, e de, em muitos lugares – principalmente Gion -, você sentir como se tivesse voltado no tempo, Kyoto também tem ar de cidade grande e moderna. Grande não, enorme! Kyoto tem quase de 1,5 milhões de habitantes, e a região central é muito populosa e um tanto caótica – até era difícil caminhar às vezes, de tanta gente nas ruas!

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A 55km de Osaka e mais ou menos 500km de Tóquio.

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De avião, o aeroporto mais próximo é o de Osaka (Kansai), e de lá basta pegar um trem até Kyoto; vindo de Tóquio, a melhor opção é de Shinkansen (trem-bala) – a viagem dura 2h30 e custa por volta de 350 reais; vindo de Osaka ou Nara, é possível pegar ônibus ou, o mais recomendado, trens. Há varias opções de companhias de trem, e todos param na estação central de Kyoto (Kyoto Station).

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Ônibus, trens e metrô. A maior rede de transporte de Kyoto é a de ônibus, mas nós não pegamos nenhum por conta do trânsito e porque conseguimos ir a todos os lugares que queríamos apenas de trem ou metrô, mas dependendo da atração, a única opção de transporte público é ônibus mesmo. Há passes diários que permitem que você pegue tanto ônibus como trens e são uma boa pedida para os turistas com pouco tempo e que querem fazer mais de uma atração por dia.

No nosso caso, fizemos uma atração principal por dia e no tempo livre ficamos caminhando em volta do nosso hotel. Como ficamos hospedados no distrito de Gion, que já é uma atração por si só e ainda por cima fica perto do templo Kiyomizu-dera, do distrito de Higashiyama e também de muitos shoppings, lojas e restaurantes, não precisamos usar tanto o transporte público, apenas para ir até a floresta de bambus, o templo Inari e a estação principal de trem.

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Como Kyoto é um destino disputadíssimo, recomendo reservar o hotel com muita antecedência! Eu reservei menos de 1 mês antes e já estava quase tudo esgotado – também pelo fato de nossa estadia lá cair bem no fim de semana. Ficamos em dois hostels diferentes, ambos no distrito de Gion, e não recomendo nenhum, eram realmente péssimos, rs. O único ponto positivo deles era a localização! Tanto em Gion como na região da estação central (Kyoto Station) são bons lugares para se hospedar, pela quantidade de opções de shoppings, restaurantes e transporte – para transporte público, o ideal mesmo é ficar próximo da estação.

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Há uma infinidade de templos, jardins, santuários e museus, e duvido muito que algum turista consiga visitar todos eles, também porque depois de conhecer os mais famosos e imponentes, os outros não têm tanta graça… Dos lugares que eu queria ir, não conseguimos ir a um deles, o Kinkakuji (Pavilhão Dourado), e foi uma pena, pois deve ser muito lindo. No dia que tínhamos planejado (que era nosso último dia em Kyoto) estava chovendo, e como o templo fica num jardim, nossa visão lá não seria muito bonita, então acabamos deixando de lado (fica para a próxima!).

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Os lugares que fomos, então, e que vou descrever melhor em outros posts são:

1. O templo Kiyomizu-dera e o distrito de Higashiyama (coloco eles juntos aqui porque ficam na mesma região; para chegar até o templo é preciso passar por Higashiyama);

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2. Arashiyama, a floresta de bambus;

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3. Fushimi Inari Shrine, onde estão os famosos toris vermelhos;

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4. Gion, o distrito das gueixas, é uma das áreas mais antigas de Kyoto, tendo se desenvolvido na Idade Média, em frente ao santuário Yasaka, para atender aos visitantes desse templo, e ficado famoso, posteriormente, por suas casas de entretenimento, em especial aquelas onde aconteciam as cerimônias de chá. Hoje em dia, ainda é possível – se você der sorte – ver uma gueixa (não as pessoas vestidas com kimonos alugados, mas gueixas mesmo, com o cabelão arrumado, o rosto todo branco, a roupa impecável etc. etc.) e também é possível participar de uma cerimônia de chá, se você tiver disposto a desembolsar alguns yens… Gion tem uma localização ótima (foi onde nós nos hospedamos), é um bairro charmoso com muitas opções de restaurantes e lojas (apesar de a maioria ser bem cara) e ótimo para caminhar e admirar as construções milenares.

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Tanuki, uma espécie de guaxinim ou texugo, faz parte de lendas do folclore japonês.

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Nós ficamos 3 noites e foi suficiente para ver o principal; acredito que esse seja o tempo mínimo para visitar as atrações mais importantes sem precisar correr demais; e para os que têm mais tempo e querem visitar mais coisas, uns 4 ou 5 dias são o ideal.

Para dicas de viagem das principais atrações de Kyoto, veja os próximos posts!

Espero que tenha gostado e que este post tenha sido útil! Qualquer dúvida, deixe seu comentário!

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